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Fotografia e histórias: Humans of New York

14 out

“Humans of New York” é projeto é muito interessante que valoriza a história e aprendizado de vida de cada pessoa.

O fotógrafo americano Brandon Stanton retrata pessoas comuns na cidade de New York e associa este retrato a um momento, história de vida ou emoção de seus “modelos” por meio de um pequeno texto que acompanha a foto.

Site Humans Of New York

Site Humans Of New York

O projeto começou em 2010 e já está disponível em diversas mídias sociais, a página no Facebook  já conta com mais de 15 milhões de seguidores e inspirou a criação de páginas semelhantes ao redor do mundo: Humans of São Paulo, Humans of London, Humans of Berlim. Eu particularmente não gostei muito da página Humans of São Paulo, não vi a mesma profundidade nos textos e histórias, mas acessem e tirem suas próprias conclusões.

Nas últimas semanas vi que eles retrataram diversos refugiados da guerra na Síria, com algumas histórias muito comoventes, como esta, em que um homem conta que foi chicoteado apenas por ter feito a sua barba, ato proibido pelo Estado Islâmico:

Depoimento de refugiado que levou chicotadas por ter feito a barba

Também adoro os retratos das crianças, elas tem comentários e observações muito criativas:

Criança em humans of new york

Obs: Vi que é possível comprar o livro do projeto pelo site da Amazon. (Presentes?)

Ainda sobre fotografia, retratos e histórias, recentemente assisti uma palestra fantástica do fotógrafo sul africano Norman Seeff (https://www.facebook.com/NormanSeeffProductions?fref=ts). Norman é especializado em tirar retratos de personalidades e tem uma técnica impressionante para retratar a essência das pessoas em suas fotos, esta técnica consiste em criar empatia com seus entrevistados por meio de uma conversa franca e aberta. O registro das sessões fotográficas  também é feito em vídeo,  foi impressionante ver como este relacionamento entre fotógrafo e “modelo” faz a diferença no resultado final das fotos, seguem duas fotos com dois gênios:

Retrato Steve Jobs por Norman Seeff

Retrato Ray Charles por Norman Seeff

Acredito muito na espontaneidade da fotografias, às vezes vejo algumas fotos em que eu não sabia que estava sendo fotografada e me vejo retratada nestas fotos,  mais do que em fotos produzidas, algo a se pensar antes de falar aquele clássico “X”, espero que tenham gostado desta dica de fotografia.

Até a próxima Paty Dica

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Quando em Roma (When in Rome) – Parte 1

18 set

DSC08112Alguns amigos recentemente me pediram algumas dicas sobre a clássica e maravilhosa cidade de Roma e aproveito para compartilhar com eles e com vocês algumas coisas que aprendi nesta última estada pela cidade, começo dizendo que para aproveitar a Itália é preciso se entregar ao seu caos, que é um caos combinado com muito vinho e pizza.

Considero estas dicas preciosas e acredito que  poderão salvar e muito seu tempo na cidade, com o euro a preço de ouro você não pode perder seu dia em filas:

Tênis:  eu entendo que você está na Itália, quer usar todos os seus sapatos, sapatilhas e sandálias mais lindas em um dos pólos da moda mundial, mas esconda este seu instinto fashion e vá de tênis. A cidade é praticamente toda de paralelepípedos e muitos monumentos e museus possuem escadarias enoooormes. Seu calcanhar e lombar irão te agradecer no final do dia.

Ruas de paralelepípedo na entrada do Vaticano

Ruas de paralelepípedo na entrada do Vaticano

Roma Pass: Não compre! Este bilhete inclui ingressos para todos os museus de Roma + transporte público, a princípio olhando aqui do Brasil parece uma boa opção mas não comprar foi a primeira dica que recebi de uma amiga romana, assim que cheguei na cidade vi que ela estava certa por 02 motivos básicos:

Motivo 1: Admita que você não irá conhecer todos os museus e galerias da cidade em uma curta estadia turística, provavelmente só conseguirá ir nas atrações principais, ou seja, vai pagar caro por museus e galerias que não visitará.

Motivo 2: o transporte público é tão ou até mais caótico que o de São Paulo. Existem poucas linhas de metrô, pois durante a construção encontravam monumentos e locais históricos. Minha dica neste item é: caminhe. As principais atrações não ficam muito distantes,  é totalmente factível caminhar entre os pontos turísticos, a minha impressão é a de que os mapas de Roma não tem uma representação muito fiel a distância real entre as atrações.

Coliseu: meu local predileto de toda a cidade, para os chatos de plantão afirmo que sim sei sobre a sua história sangrenta, mas é um local que estava totalmente atrelado a minha adolescência, foi o primeiro ponto turístico que sonhei em conhecer. A dica para visitar o Coliseu é ir no período da tarde, dica que também daria para o Foro Romano, a maioria das excursões leva centenas de pessoas pela manhã, na verdade os próprios turistas tem essa mania de acordar cedo para ir no local mais famoso da cidade, o resultado desta escolha é visto em forma de filas quilométricas. Chegue umas 3 horas antes do horário de fechamento, no meu caso em meia hora de fila compramos os ingressos e conseguimos aproveitar seu interior com calma, na verdade até calma demais, pois ficamos tão distraídos tirando fotos que não percebemos o alarme indicando o fechamento, eu bem que pensei que havia algo estranho quando estávamos sozinhos tirando fotos no ponto mais concorrido, tomamos uma pequena bronca de uma segurança mas as fotos incríveis e exclusivas lá dentro valeram a pena. Se você estiver um dia a noite de bobeira também vale a pena ir à noite, a iluminação deixa o Coliseu ainda mais impressionante.

Fila de meia hora para entrar no Coliseu

Fila de meia hora para entrar no Coliseu

Praça do Vaticano: as quartas-feiras e aos domingo o papa Francisco (Chiquinho) realiza benção na praça do Vaticano às 12h, sua melhor chance de ver o papa ao vivo. Foi muito emocionante vê-lo na janela acenando, na foto apareceu só um pontinho, mas tem um telão ao vivo que comprova que quem está na janela realmente é o papa.

12h em ponto o papa apareceu para abençoar a multidão

Museu do Vaticano: compre o ingresso com antecedência pela internet! Queria que alguém tivesse me contado isso na primeira vez que visitei o museu, pois ficamos quase 2h30 na fila. Para comprar é simples, basta acessar o site: http://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/index.html e reservar a data e horário planejado. Imprima seus ingressos e leve para identificação no guichê de entrada, é importante levar o comprovante impresso pois só o deixarão entrar para pegar os ingressos quando mostrar seu comprovante. Quando chegar na porta do museu você verá 02 indicações: fila para quem comprou na internet e fila para comprar ingresso, neste momento você irá no fundo do seu coração ficar grato por ter lido esta dica neste blog tão bacana. Feito isto boa vista, aproveite! Ah, já ia esquecendo, você pode entrar com alguns itens de comida, se você for como eu que morre de fome depois de 15 minutos andando em museus (sim, não sei o que acontece, a fome aperta nos museus) pode levar uma maça, barrinha, lanchinho ou batatinha, pois é permitido.

Basílica de São Pedro: é impossível não se assustar com as filas na porta da igreja, que diferentemente do Coliseu ocorrem em qualquer horário. Sabe aquele dinheiro que você economizou quando não comprou o Roma Pass? Pois é, chegou a hora de gastá-lo contratando um guia local. Na porta da igreja muitos destes guias oferecem seus serviços, principalmente na fila, você pagará entre 12 e 16 euros para cortar a fila entrando com estes guias, fique tranquilo que não é nenhum processo ilegal, estes guias criam grupos e entram por outra entrada destinada as excursões. Sei que para nós brasileiros, que ganhamos nosso rico dinheirinho em real pode parecer caro, mas você ganhará pelo menos 2h00 que ficaria na fila.

Pelo tamanho deste post você pode ver que Roma é uma cidade cheia de atrações, farei uma continuação, se tiver algo que você quer saber ou se usar uma destas dicas e quiser contar como foi fique à vontade!

Até a próxima Paty Dica

Como achar a Abbey Road em Londres

22 jan

Na nossa passagem por Londres em Agosto/2012 estávamos muito ansiosos para conhecer a famosa Abbey Road, cenário de uma das fotos mais populares de todos os tempos. Descobri esta foto do making off da foto recentemente, e lendo a biografia do John Lennon descobri que a foto não foi sequer planejada, eles estavam muito cansados e gravando exaustivamente e ainda precisariam ir para um estúdio tirar fotos, então decidiram sair e tirar esta foto na rua em frente ao estúdio.

sempre eles

making off em frente ao estúdio Abbey Road

Andando de metro visualizamos a estão de metro Abbey Road, e fomos para lá com a certeza de que conseguiríamos tirar a foto, e andamos, andamos andamos pela tal de Abbey Road e nada da faixa, na verdade mais parecia um “Bronks” londrino, até que perguntamos para um casal onde era a faixa e eles, sempre educados nos explicaram que existem duas Abbey Roads e que a outra era mais próxima ao centro.

Fomos para casa cansados e decepcionados e no outro dia descemos na estação correta em St John’s Wood, e conseguimos a ajuda de outros brasileiros que estavam no local para tirar a nossa tão perada foto. Se até os Simpsons podem por que nós não poderíamos? rs

Dica importante: ser educado com os carros, pois ao contrário do que imaginávamos lá não tem semáforo, portanto os simpáticos motoristas londrinos param o carro sempre que alguém se aproxima da faixa, nós ficamos um tempão encostados na parede do estúdio, longe da faixa até conseguimos fotografar no mesmo angulo da capa, em que é preciso que o fotógrafo também fique no meio da rua.

Sim, é clichê e sim foi emocionante!

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Fazendo a pose na Abbey Road com o maridão

album_The-Beatles-Abbey-Simpsons-Road

Simpsons: bart descalço também, estampa de camiseta clichê e bacana

A foto original

A foto original

Até a próxima Dica

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