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Livro 1Q84 – Haruki Murakami

28 set

Um dos meus passeios prediletos é ir em livrarias, confesso que as vezes deixo de ir para não sair com um livro novo na mão. Vi no vlogger da Tatiana Feltrin (Blog da Tatiana) uma tática muito interessante para não sair desesperadamente comprando livros novos: a Tatiana só compra um novo livro quando lê 10 livros dos que já estão em sua estante. Vi que poderia adotar a mesma tática facilmente visto que nos últimos anos a minha velocidade de leitura não acompanhou a minha velocidade em me empolgar e comprar livros novos.

Decidi que faria o mesmo, só iria comprar um livro novo quando terminasse a leitura de 10 livros, ainda minha 07 leitura do ano e teria que esperar um pouco. O que aconteceu?  Entrei na Livraria da Vila aqui perto de casa e saí com 03 livros novos: a série completa do 1Q84. Gosto muito de autores japoneses, li Musashi e algumas outras obras orientais e fiquei curiosa para saber porque todos estavam comentando tanto sobre Haruki Murakami.

Harumi Murakami

Harumi Murakami

1Q84 conta a história de Akemi e Tengo, personagens com 30 anos que vivem em Tóquio na década de 80 e tem uma vida relativamente pacata e comum, mas descrita com muita delicadeza pelo autor com uma série de detalhes sobre seus gostos e cotidiano. A história começa a mudar quando Akemi se revela uma assassina profissional e percebe que a partir de um determinado momento ela passou a viver em um universo paralelo, diferente do mundo que conhecia, inclusive pelo fato de ver 02 luas no céu.

O primeiro livro é de fácil e rápida leitura, de introdução aos personagens e sua realidade, me cativou pela história original, não quero fazer spoiler mas aviso que o livro 1 não tem final, então você automaticamente é obrigado a iniciar a leitura do livro 2, que surpreende e tem complicações inesperadas para ambos personagens, que vão evoluindo e utilizando o passado para refletir sobre seu presente e escolhas.

Aí vem a decepção: livro 3.

458 páginas de enrolação: alguém fugindo, alguém se escondendo e alguém fazendo redescobertas que já havia feito no volume 2. Alguns podem dizer que foi um estilo oriental para reforçar o caráter e história dos personagens, mas apesar de algumas boas analogias eu não gostei do “tempo” do livro, lento, moroso e com um final previsível.

Esperava mais depois de ler quase 1000 páginas da mesma história.

Acho que neste caso esta dica talvez seja uma não dica….ou não.

Até a próxima Paty Dica

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Filme: Mesmo se nada der certo / “Begin Again”

20 set

 

Dia frio, preguiça dominando tudo, zapeando  na tv com aquele felicidade de estar em casa de pijama me deparei com o filme “Mesmo se nada der certo” ou no original “Begin Again”. A palavra que define este filme é sensibilidade. O filme é de John Carney , o mesmo diretor do filme “Apenas uma vez”(Once,2006), é possível notar muitas semelhanças entre os filmes, são filmes sobre música e são contados com a mesma velocidade, a diferença principal provavelmente foi o orçamento, enquanto Once foi criado com um orçamento baixíssimo e atores desconhecidos Begin Again foi criado com a clássica fórmula hollywoodiana, que utiliza inclusive Nova Iorque como cenário.

A história tem foco em 02 personagens principais: um produtor musical falido e uma mulher que muda de país para acompanhar seu namorado que começou a fazer sucesso na indústria musical. A união destes dois personagens ocorre por conta da música, mas o filme fala sobre muito mais do que isso, fala sobre a possibilidade de criar arte com poucos recursos, sobre as mudanças em planos muitas vezes tão concretos e sobre a possibilidade de se reinventar.

Para quem ficou curioso em assistir Once:

 

 

Eu tenho dúvidas sobre qual dos filmes é melhor, mas pela atuação do simpático Mark Ruffalo acho que prefiro Begin Again. E vocês? Qual preferem?

Até a próxima Paty Dica

Livro Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie

20 jun

Já fazia algum tempo que eu queria ler o livro Americanah, da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, havia lido alguns comentários em alguns blogs e no Instagram de algumas pessoas que eu sigo.

Americanah

A vontade de ler o livro estava aliada a 02 objetivos para 2015: ler ao menos 02 livros por mês e ler algo em inglês.

Admito que fiquei praticamente 02 semanas enrolando para ler umas 35 páginas, com desculpas clássicas como: “estou muito cansada pra ler” ou “ler em inglês não é a mesma coisa”. Mas para não encostar o livro novamente (sim porque comprei em outubro de 2014) defini que só passaria para outro livro quando terminasse este.

O livro conta a história de Ifemelu, uma mulher nigeriana que decidiu sair da Nigéria para estudar nos EUA e para fugir a ditadura que se instalava no país e acabou ficando na “américa” mais tempo do que imaginava. Engraçado ver a personagem chamando os EUA de américa, tenho uma amiga americana e sua família que mora aqui no Brasil se refere aos EUA da mesma forma. A personagem descreve todos os conflitos de sua teórica adaptação ao país e como percebeu que era negra somente quando chegou nos EUA.  Para descrever sua percepção como estrangeira e negra em um país onde a diferença entre raças influencia muito as atitudes e comportamento Ifemelu cria um blog para expor seus pensamentos.

O livro também tem romance, Ifemelu saí da Nigéria com a promessa de encontrar com seu namorado do colegial , Obinze, nos EUA, este encontro não acontece e em alguns capítulos a autora descreve como foi a vida de Obinze enquanto Ifemelu estava na fora.

A autora também aproveita para levantar muitas questões feministas, principalmente relacionadas a cultura Nigeriana. Chimamanda ganhou muita popularidade quando realizou uma palestra no TED com o tema: “Sejamos todos feministas”, título de um de seus outros livros disponível gratuitamente para download no site da Amazon: Link para download

Após alguns capítulos fiquei tão envolvida na leitura que as demais páginas do livro passaram rápido demais, em alguns momentos esquecia que estava lendo em inglês e ficava mais presa nos comentários e expressões em idgo, dialeto nigeriano.

Recomendo a leitura para todos que gostam de histórias originais, de personagens reais que cometem erros e acertos e que questionam o ambiente em que vivem.

#Sejamos todos feministas

Até a próxima Paty Dica

 

 

Inspiração para escrever e acreditar nas boas histórias

10 maio

Frequentemente me decepciono com a qualidade e profundidade de histórias, roteiros e animações produzidas atualmente. Não gostaria de parecer nostálgica, mas cada vez mais os estúdios se preocupam em realizar remakes ou criar versões adaptadas de excelentes histórias criadas a muito tempo. Um bom exemplo são as milhares de versões de Branca de Neve, que é uma história com origem em lenda alemã e que foi publicada oficialmente pelos irmãos Grimm no começo de 1800, será que de lá para cá não foi possível desenvolverem outras histórias que envolvam as pessoas?
Acredito no poder de uma boa história, que quando eu era criança me levava para mundos tão fantásticos e diferentes, com aventuras tão poderosas que minha mãe até brigava para que eu largasse alguns livros, na verdade preciso confessar que isso também ocorreu na minha vida adulta enquanto eu lia Musashi e ela gritava da cozinha: “Deixa este japonês de lado e venha jantar” hahahaha. Lembro que quando emprestei “Musashi” para um tio querido e a minha tia dizia para minha mãe ao telefone: “O Fio está lá embaixo lendo, não larga o japonês” rs.

Estes foram apenas comentários introdutórios para destacar a fantástica animação/livro/projeto, ganhador do Oscar de melhor curta de animação em 2012 (e se resta alguma dúvida: sim, não me perdoo por não ter descoberto esta animação antes).

Morris Lessmore http://morrislessmore.com/ é uma animação fantástica, construída com pedaços de animação 3D e parte com filme e objetos em miniatura, que tem como foco a paixão sobre a leitura e a capacidade de envolvimento com histórias.

Descobri a matéria na revista 3D Art por acaso, e fiquei muito curiosa para assistir e navegar no aplicativo para Ipad, que aliás é muito bacana.
A animação está disponível de forma pirata no youtube, mas é tão bacana que vale a pena pagar $5 dolares para assistir sua versão original no Ipad, a versão do filme vem junto com o app.Segue link: https://itunes.apple.com/br/app/fantastic-flying-books-mr./id438052647?mt=8

Para os interessados em ler a matéria seguem páginas abaixo:

página 1

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página 2

página 2


página 3

página 3


Página 4

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materia 6

Até a próxima Paty Dica

Coursera: só não aprende quem não quer…

24 mar

Acredito que atualmente só não aprende quem não quer.

Conheci o site Coursera e fiquei apaixonada pela proposta. Cursos on line, ministrados pelas principais universidades do mundo gratuitos e disponíveis para todos na internet.

Sempre tive um pé atrás quando as pessoas comentavam sobre cursos on line, não acreditava que era possível que algo tão “sem interação” pudesse realmente permitir algum aprendizado. Em 2012 fiz um curso sobre “Gamification” e adorei a estrutura em que o professor ia explicando o conteúdo na mesma tela em que a apresentação de power point era exibida. O curso, assim como a maioria dos disponíveis no site, ainda conta com materiais para leitura e fórum para discussões.

Há cursos dos mais diversificados temas e universidades, o único ponto é que os cursos não possuem legenda, e 90% estão disponíveis em inglês. Para quem não confia no seu nível de inglês recomendo uma experiência, pois alguns professores falam bem devagar, vale a tentativa.

Concluí agora o curso “E-learning and Digital Cultures” da Universidade de Edimburgo, e gostei tanto que já me matriculei em mais 05 cursos!

Vale a pena conhecer: https://www.coursera.org

 

 

Até a próxima Paty Dica

Filme: Frida Kahlo

10 mar

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Achei o filme por acaso enquanto zapeava entre os canais de tv e me surpeendi com uma excelente atuação da até então super sem graça atriz Selma Hayek.

O filme é de 2002 e conta a história da artista mexicana Frida Kahlo que foi/éuma das artistas mais importantes do século. Suas obras mais importantes são representações de tragédias que ocorreram em sua vida, como as graves brigas com seu marido e também pintor e com seu sofrimento gerado por inúmeras sequelas de um grave acidente de bonde.

O filme tem uma fotografia muito original e mescla cenas com obras de Frida.

Recomendo o filme e fica aqui também uma de suas principais obras e a minha predileta, “Mi vestido cuelga aqui”,1933

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Biografia de John Lennon- em quantas páginas podemos resumir a vida de alguém?

24 fev

Sempre tive vontade de conhecer mais a história dos Beatles e no ano passado ganhei de presente a Biografia do John Lennon. Queria ter terminado antes de ir para Londres , sim sim, o livro ficou quase 08 meses parado, mas este mês retomei com força total a leitura e me despedi do John na última noite.

demorei mas fiquei feliz em ter persistido

demorei mas fiquei feliz em ter persistido

Achei o livro super completo, uma biografia extremamente detalhista, para quem é muuuuito fã vale a pena a leitura, no entanto confesso que atropelei a leitura do John por outros livros durante quase 08 meses pois nas primeiras 300 páginas há uma descrição muuuuito minuciosa da vida de John pré-Beatles, detalhes por exemplo com os nomes dos personagens que ele criava na escola, o que particularmente considerei um excesso de informação.

A partir do momento da criação da banda e da fama a biografia ganha ritmo e fica realmente emocionante entender a origem emocional de muitas letras da banda mais famosa de todos os tempos.

Enquanto lia o livro ia escutando os discos referente a passagem do livro, foi uma forma de voltar a uma época que não vivi.

Um personagem histórico, polêmico, mas o mais importante: autêntico, que vivia sua vida respeitando seus valores e princípios, algo raro de se ver atualmente e não só no ambiente artístico.

Outro pensamento enquanto reclamava do tamanho do livro para a minha família era: em quantas páginas podemos resumir uma vida? Difícil né?

beijos e até a próxima Paty Dica

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